A problemática da comunicação ou da não-comunicação num mundo globalizado e em mutação social contínua, com o contributo malevitchiano do quadro branco, reflectindo portanto nas inúmeras aporias que uma sociedade totalizada coloca perante o indivíduo a sua dialéctica interior, leva-nos à conclusão necessária de que, neste seu carácter idiossincrásico estético-estesiológico de feição hegeliana, este blogue é O MELHOR DE TODA A BLOGOSFERA . Na perspectiva foucaultiana da homopolaridade antropomórfica masculina ser-nos-ia perfeitamente intolerável uma contestação, por mais logicamente fundamentada que fosse, a esta coda melomegalomanamente sustenizante, pelo que a apresentamos aqui como absolutamente a priori , isto é, independente de qualquer experiência do ponto de vista do transcendentalismo dialéctico kantiano.

A taciturnidade autista psicopatológica do mundo actual face às exigências de renúncia ao utilitarismo benthamista oitocentista e à comunal gravidade cósmica permite-nos compreender melhor o móbil prático da biofisiologia deste principado blogosférico. Com efeito, é-nos impossível avaliar a imodéstia substancial presente na essencialidade humana e, nesse sentido, tudo o que possa ser dito a respeito do vazio bergsoniano e neo-eliático ou neo-positivista fica determinado como irreversivelmente escatológico. Se considerarmos a herança malthusiana para a consciência do declínio proposicional da incontinência verbalizante poderemos, no entanto, colocar-nos perante o problema exposto de forma indiscutivelmente leibniziana ou, por outras palavras, patético-optimista.

E digam o que disserem, não há ninguém capaz de destronar o património gil-vicentino no que respeita à asserção epigramática «ridendo castigat mores», nem mesmo a oposição nitzscheana ao socratismo estético por meio da contra-ascese pan-autonomista.

[Tenho dito.]

 

 

 

 

 

 

 

 

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